Biografia de Jonas Malheiro Savimbi (1934 – 2002)

Adriano Hossi Lofa.
Licenciado pelo ISCED-Huíla e Docente Liceal na Missão Católica do Chiulo.
Email: [email protected]
ORCID: 0009-0007-1345-3892.

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Resumo: O presente artigo tem como objectivo descrever a biografia de Jonas Malheiro Savimbi, para saber mais sobre essa emblemática personalidade desde o seu percurso vital até as suas interações com a sociedade, fez-se o levantamento bibliográfico, a sua selecção, a leitura, a interpretação e sistematização de dados sobre as obras relevantes que abordam sobre a figura biografada, Jonas Savimbi. Metodologicamente, a pesquisa é de abordagem qualitativa, com natureza bibliográfica, com recurso à técnica bibliográfica. Na construção textual, seguiu-se os elementos estruturantes de um texto biográfico (identificação inicial, contexto familiar e social, formação académica e intelectual, trajetcória profissional, principais realizações e contributos, pensamento e posicionamento, desafios e conflitos, relevância e legado). Portanto, no essencial, estudou-se a vida e obra de Jonas Malheiro Savimbi nas seguintes dimensões: académica, política «estadista», militar e cultural.

Palavras-chave: Jonas Malheiro Savimbi. Angola. Colonialismo. Nacionalista. UNITA.

Jonas Malheiro Savimbi, nasceu aos 03 de Agosto de 1934, no Munhango, província do Bié, uma povoação situada ao longo do percurso do Caminho de Ferro de Benguela (CFB), com quase 3000 quilómetros de extensão. É Filho de Loth Malheiro Savimbi (um missionário protestante congregacionista que trabalhou muito na expansão do evangelho, de tal modo que, fundou várias igrejas no decorrer dos seus trabalhos no Caminho de Ferro de Benguela, formado no Instituto Currie do Ndôndi) e de Helena Mbundu Sakatu Malheiro Savimbi (fala-se que se ocupava com trabalhos de pouco destaque social). Loth Malheiro Savimbi (o pai de Savimbi) era um homem de espírito forte e independente, de quem Jonas Savimbi herdou tais particularidades, ambos herdaram do pai de Loth Savimbi (Sakaita – avó de Jonas Savimbi – foi um líder tradicional, animista, que havia lutado contra os portugueses nas Revoltas do Bailundo de 1902, tendo lhe custado como consequência a perda de grande parte das suas terras). Desde os primórdios da sua evolução, Jonas Savimbi, viu-se confrontado com as injustiças e explorações que o regime colonial português apresentava na prática, facto que lhe levou a desenvolver uma consciência nacionalista e independentista desde muito cedo.

Ao abordar a vida e obra de Jonas Malheiro Savimbi, faz-se nas seguintes dimensões: académica, política «estadista», militar e cultural.

Dimensão Académica: fez os seus Estudos Primários, primeiramente, na Missão do Chilesso (Andulo-Bié), posteriormente, na Missão Evangélica do Ndôndi-Dondi-Bela-Vista (actualmente Katchiungo, Huambo). Estudos Secundários, no Instituto Currie do Ndôndi, Colégio dos Irmãos Maristas do Bié e Estudos Liceais no Liceu Nacional Diogo Cão de Sá da Bandeira (hoje Faculdade de Direito da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, no Lubango-Huíla-Angola) e Passos Ferreira em Portugal. Em 1958, recebeu o Diploma como o Melhor Aluno da turma, foi-lhe concedido o Diploma do Curso Complementar dos Liceus, o que lhe abriria as portas para novos mundos.

Estudos Superiores, com a iniciativa de poder laurear-se em Medicina em Portugal, mas, devido às perseguições constantes da PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado) em solo luso, foi refugiar-se na Suíça, tendo posteriormente dando sequência da acção académico-formativa, Jonas Malheiro Savimbi, formou-se em Ciências Políticas e Jurídicas na Universidade de Lausanne na Suíça, em Lausanne (Suíça), com distinção aos 15 de Julho de 1965, de tal modo que é um dos honoris causa da mesma universidade, ele consta na lista dos estudantes notáveis «imortais» da instituição em epigrafe.

Jonas Savimbi influenciou-se pelos ideais dos guerrilheiros da resistência contra a presença europeia em África, bem como por diferentes líderes políticos e intelectuais ao longo da história. Entre as personalidades africanas de resistência destacam-se Ngola Kiluanji (século XVI), Nzinga Mbandi (1583–1663), Shaka Zulu (1787–1828), Msiri (1830–1891), Ekwikwi II (século XIX) e Mandume Ya Ndemufayo (1894–1917).

Entre os líderes libertadores e revolucionários, destacam-se Toussaint Louverture (1743–1803) e Abraham Lincoln (1809–1865). No campo do pensamento político e filosófico, Savimbi também foi influenciado por Karl Marx (1818–1883), Marcus Garvey (1887–1940), Mao Tsé-Tung (1893–1976), Jean Piaget (1896–1980), Jomo Kenyatta (1897–1978), Léopold Sédar Senghor (1906–2001), Kwame Nkrumah (1909–1972), Tom Mboya (1930–1969) e Daniel Eduardo Ekundi (1946–2021).

Dimensão Política e «Estadista»: Jonas Savimbi forjou um modelo híbrido na sua Filosofia Política, conciliou o materialismo dialético do pensador alemão Karl Marx com o comunismo chinês de Mao Tsé Tung, a Negritude de Léopold Sédar Senghor, consubstanciado no construtivismo de Jean Piaget, resultando no Socialismo que permite o pluralismo político e uma economia de mercado.  

Como político e «Estadista», o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, foi uma mola impulsionadora das mudanças que ocorreram nas várias etapas da História de Angola nos últimos 40 Anos:

1- Ingressou na UPA (União das Populações de Angola) em 1961. Sua influência neste Movimento de Libertação, fez-se sentir imediatamente contribuindo para a Unidade entre a UPA e o PDA (Partido Democrático de Angola), formando assim a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).

2- A constituição do GRAE- Governo Revolucionário de Angola no Exílio, primeiro instrumento Político Nacional reconhecido pela então Organização de Unidade Africana – OUA – e a Organização das Nações Unidas – ONU – no qual o Dr. Jonas Malheiro Savimbi foi Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1962.

3- Jonas Malheiro Savimbi, participou na criação da OUA (Organização da Unidade Africana) em 25 de Maio de 1963 como Secretário de mesa de Redacção na companhia do também angolano e nacionalista Mário Pinto Lemos de Andrade. Nessa altura, o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, foi Presidente da Comissão de todos os Movimentos de Libertação de África que endereçou um Memorando aos Chefes de Estados Africanos, lido diante da Assembleia da OUA, pelo veterano do Quénia Onginga Ondinga. Constituíram essa Comissão que apresentou o Memorando a I Conferência da OUA, Dr. Jonas Malheiro Savimbi – Presidente, Dr. Mário Pinto Lemos de Andrade – Secretário, Dr. Ilus Kianu – Relator- entre outros.

4- Dr. Jonas Malheiro Savimbi, Fundou a UNITA (União Nacional para Independência Total de Angola), aos 13 de Março de 1966 «Projecto Mwangay» criando um espaço político de Luta de Libertação, na base dos seguintes fundamentos políticos:

– A Liberdade e Independência Total para os Homens e para a Pátria Mãe;

– Democracia assegurada pelo voto do Povo através de vários Partidos Políticos;

– Soberania expressa e impregnada na vontade do Povo de ter amigos e aliados primando sempre pelos interesses dos Angolanos;

– Igualdade de todos Angolanos na Pátria do seu nascimento;

– Na busca de soluções económicas priorizar o Campo para beneficiar a Cidade.

Foram companheiros de Jonas Malheiro Savimbi, no treino militar na China; David Jonatão Chingunji (Samwimbila), José Samuel Chiwale, Pedro Paulino Moisés, José Kalundungu, Jacob Hossi Inácio, Jeremias Kúsia, Nicolau Tchiyuka Bianco, Isaías Massumba, Mateus Banda, Samuel Tchavala (Muanangola) e Tiago Satchilombo, eles foram conhecidos como os «11 Chineses».

Ainda se destacaram como companheiros de Jonas Malheiro Savimbi nos primórdios da guerra de Libertação Nacional, com a Fundação da UNITA em 1966 os seguintes:

José João Liahuka, Tony Da Costa Fernandes, Samuel Piedoso Tchingunji (Kapesi Kafundanga), José Ndele, Miguel Nzau Puna, Ernesto Joaquim Mulato, Alexandre Magno Tchinguto, Smart Gaston Shata, Salomão Njolomba, Moisés Kaniumbo, Marcolino Niany, e outros.

Participou na guerra de Libertação Nacional contra o colonialismo Português que culminou com os Acordos de Alvor e acesso à Independência de Angola, aos 11 de Novembro de 1975.

Dr. Jonas Malheiro Savimbi, após o 25 de Abril de 1974 (data que houve Golpe de Estado em Portugal), encetou conversações directas com a FNLA em Kinshasa (República Democrática do Congo) – em Novembro de 1974, com o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) em Dar-Es-Sallam (Tanzânia), Lusaka (Zâmbia) e Luso (hoje actual Luena, Móxico) – em Dezembro de 1974, cujos esforços culminaram com a Conferência de Mombaça (Quénia), aos 5 de Janeiro de 1975, que conduziu à plataforma dos Acordos de Alvor (Portugal), aos 15 de Janeiro de 1975, permitindo a formação do primeiro e único legítimo Governo Angolano após 500 anos de dominação colonial.

Dirigiu a luta pela conquista da Democracia que culminou com os Acordos de Bicesse em 1991, documento Político-Jurídico e Internacional que consagrou o multipartidarismo em Angola, ficando assim reconhecido o papel histórico de actor principal de todo o processo que levou o País às primeiras eleições democráticas e multipartidárias, realizadas de 29 a 30 de setembro de 1992.

Ainda no plano de paz para Angola, após as primeiras eleições de 1992, levou a cabo outras iniciativas diplomáticas, com a realização de negociações no Namibe em Dezembro de 1992, em Adis-Abeba (Etiópia) em Janeiro de 1993, Abidjan (Costa do Marfim), Lusaka (Zâmbia), etc., culminando com o Protocolo de Lusaka, aos 20 de Novembro de 1994.

Ainda em prol da paz e sobre a problemática angolana, Jonas Savimbi, levou a cabo outras iniciativas diplomáticas, com diversos Chefes de Estados Africanos, Europeus e Americanos, das quais destacamos os encontros com os Secretários Gerais das Nações Unidas Dr. Boutros Boutros Ghali, aos 15 de Julho de 1995 e Dr. Koffi Annan aos 24 de Março de 1997 no Bailundo-Huambo.

Ao abrigo do Protocolo de Lusaka de 1994, Jonas Savimbi, orientou a ida dos Deputados a Assembleia Nacional, Ministros e Vice-Ministros ao GURN (Governo de Unidade e Reconciliação Nacional), Oficiais Generais as FAA (Forças Armadas Angolanas), o encerramento da Emissão da VORGAN (Voz de Resistência do Galo Negro) e a extensão da Administração do Estado.

Ainda assim, Dr. Savimbi nomeou a Comissão de Justiça, Paz e Reconciliação Nacional em todo o país, para forçar o Governo do MPLA a reconhecer que o diálogo era a única via adequada para a solução do problema Angolano. Também, havia nomeado a Comissão de Justiça, Paz e Reconciliação Nacional com o objectivo único de serem retomados os canais directos entre a UNITA, o Governo e as Nações Unidas, de modo a negociar-se o fim da guerra civil em Angola.

Para dirimir o conflito interno angolano foram solicitados os préstimos do Vaticano, em especial de Sua Santidade, Papa João Paulo II, da Comunidade Santo Egídio, da IMBISA (Conferência dos Bispos da África Austral), do Parlamento Europeu, do Secretário-geral das Nações Unidas – Koffi Annan e finalmente o de alguns Bispos da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe),

Dimensão Militar: como militar, Jonas Malheiro Savimbi, foi um cabo-de-guerra – «freedon fighter» “Combatente da Liberdade”, formado na academia Político-militar de Pequim-China, em 1965, dirigiu com zelo de 1966 a 2002, as Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), como seu Alto Comandante, tendo atingido a patente de General de quatro estrelas. Exímio Estratega Militar, foi admirado, respeitado e reconhecido pelos grandes Centros de Estudos Estratégicos do Mundo. Não foi ao acaso que a Revista Portuguesa, O Expresso, na sua milésima edição, elegeu Dr. Savimbi, como o Melhor Estratega da Guerra de Guerrilha do século XX.

Jonas Savimbi, havia desenvolvimento uma teoria de Guerra de Guerrilha designada de Teoria dos Grandes Números (consistia no alistamento massivo das massas populares camponesas no exército com o objectivo de partir para luta contra o colonialismo e o neocolonialismo).

Depois do IV Congresso Ordinário, realizado em Julho 1982, na localidade de Chimbunjaango nas margens do rio Kapembe, município de Mavinga – Cuando Cubango, o Dr. Jonas Savimbi fundou o Centro de Estudos Comandante Kapesi Kafundanga, em Agosto do mesmo ano, no Bembua-Luiana, município do Rivungo-Cuando Cubango. Nela ensinava-se o pensamento filosófico, doutrinário, ideológico e militar do seu movimento nacionalista- a UNITA, Savimbi foi um grande mestre dessa escola, que só deixou de leccionar na mesma instituição devido à evolução do conflito interno angolano.

Dimensão Cultural: como Homem da Cultura e Patriota, Jonas Malheiro Savimbi, deixou famosa frase seguinte na Igreja da Canata no Lobito, quando partia para Portugal em Setembro de 1958 “Somos muitos Estudantes Angolanos que partem neste momento para Portugal, para voltar a fim de ajudar a libertar o nosso Povo e contribuir para o desenvolvimento do Pais. Não vamos para ficar. Durante a nossa estadia em Portugal, guardaremos sempre presentes os valores culturais Angolanos”. Dr. Savimbi notabilizou-se também na literatura, escrevendo várias obras e poemas, das quais destacam-se:

“Angola Sétimo Ano”

 “Cartilha do Guerrilheiro”

 “Quo – Vadis Angola Nossa”

 “A Resistência em Busca de uma Nova Nação”

“Quando a Terra Voltara a Sorrir um Dia”

 “Jonas Savimbi” Por Um Futuro Melhor”

“Guia Prático do Quadro da UNITA”

Também, Savimbi, era conhecido por ser um indivíduo versado na cultura bantu, sendo ele de origem ovimbundu, dominava o umbundu clássico, isto é, comunicava com proficiência, apresentava provérbios, ironias, contos, advinhas, músicas entre outros. Foi um seguidor do Pan-Africanismo[1] e da Negritude[2].

Assim, a UNITA surgiu com um Líder notável, com uma ideologia clara, estruturou-se, traçou um programa e agigantou-se no tempo e no espaço, viveu e conviveu com os camponeses pobres, tendo desempenhado um papel inegável nas lutas anti-colonial e contra o neocolonialismo em Angola e pela prosperidade de todos os Angolanos.

Dr. Jonas Malheiro Savimbi, também conhecido como «O Mais Velho», «O Jaguar Negro dos Jagas», tombou heroicamente em combate, aos 22 de Fevereiro de 2002, em Lucusse, Móxico – Angola.

Jonas Malheiro Savimbi foi um eminente revolucionário reconhecido a nível internacional, pois, foi admirado por figuras e intelectuais como: Mao Tsé Tung (China), Tom Mboya (Quénia), Jomo Kenyatta (Quénia), Abdel Gamal Nasser (Egipto), Félix H. Boigny (Costa do Marfim), Hafez Al Assad (Síria), Ronald Reagan (EUA), Mário Soares (Portugal), Fidel Castro (Cuba), Nkwame Nkrumah (Gana), Carlos Moore (Cuba), Ernesto Che Guevara (Cuba) e entre outros. Aliás, Ernesto Che Guevara, sobre Savimbi, dizia: «Sobre os ombros de Savimbi navega a revolução africana».

Em suma, Jonas Savimbi foi um nacionalista, guerrilheiro, revolucionário e visionário líder angolano, que desde muito cedo, ou seja, nos tempos que teve contacto com os missionários protestantes da Junta americana-canadiana, desde a Missão Evangélica do Chilesso (Andulo-Bié) e do Ndôndi (Ndondi-Catchiungo-Huambo), ajudou-lhe a despertar um efervescência nacionalista, aliás, tal sentimento herdou dos seus progenitores, nomeadamente o seu avó, Sakaita e seu pai, Loth Savimbi. Teve contactos com o pensamento clássico de outros revolucionários africanos e mundiais; Aquando estudante foi um aluno brilhante e com grande notoriedade, facto que é confirmado pela sua passagem no Liceu Nacional de Sá da Bandeira Diogo Cão e na Universidade de Lausanne na Suíça. Com seus ideais firmados, fez a sua formação na China, onde também passaram os seus companheiros de trincheiras e, por sua vez, depois da sua passagem na FNLA, também fundou o seu movimento de libertação nacional (a UNITA), como resultado dos longos debates que teve com o seu companheiro Tony Da Costa Fernandes na Suíça. Foi um exímio estratega militar e chegou a fundar o Centro de Estudos Comandante Kapessi Kafundanga (CECKK). Foi um homem de cultura, com várias obras e poemas escritos, sobretudo o uso da poesia como arma de combate contra o colonialismo e neocolonialismo e sua variloquência na língua umbundu e outras línguas, era notória; Pautou sempre no diálogo como via de resolução dos conflitos, evidência que levou outros nacionalistas (como o caso do nacionalista Ngola Kabango) a designá-lo de «um dos grandes diplomatas que um dia o país conheceu». Jonas Savimbi estimulou valores como, a Negritude, o Pan-africanismo, a Angolanitude, o patriotismo, a liberdade, a justiça, a paz, a igualdade, a fraternidade, a irmandade, a autonomia, a determinação, o heroísmo, entre outros.

Referências

BRIGLAND, F. (1988). Jonas Savimbi – Uma chave para África. Lisboa: Editora Perspetivas e Realidades.

MOORE, C. (2010). A África que incomoda: sobre a problematização do legado africano no quotidiano brasileiro. 2 ª edição. Belo Horizonte: Nandyala.

MUEKALIA, J. (2010). Angola – A segunda Revolução, memórias da luta pela democracia. 4ª edição. Lisboa: Sextante.

NUMA, A. K. (2015). Prólogo ao Projecto Mwangay – Democracia e Construtivismo. Damer Gráficas, SA.

SAVIMBI, J. M. (1979). Angola: A resistência em busca de uma nova nação. Lisboa: Agência Portuguesa de Revistas, Lisboa.

Www.google.com, acessado aos 16/04/2026 às 20h.

Documentário sobre as exéquias de Jonas Savimbi em Lopitanga.

Documentários vários sobre Jonas Malheiro Savimbi no YouTube.com.

[1] A palavra é formada por três vocábulos, provenientes do grego e latim , onde: Pan – do grego que significa todo, tudo, completo; African – do  latim africanus que quer dizer relativo à África ; Ismo – do latim ismus que traduzindo para português – ismo, que dá idéia de sistema de ideas, doutrina, movimento. O Pan-Africanismo é um movimento que congrega todos povos de origem africana do continente e da diáspora. Aparece na América a pricípio com carácter racial depois cultural e finalmente político. Pais fundadores: Marcus Garvey, William E.D. Du Bois, Henry Silvestre Willian, Kwame Nkrumah, George Padmore, entre outros.

[2] Palavra de origem francesa, Négritude, termo formado por dois vocábulos: Négre – vem do latim niger, que significa«preto, escuro» e Itude – sufixo françês do latim Itudo, que quer dizer estado, qualidade ou condição.  Negritude é um movimento literário, cultural e político criado nos anos 1930 por intelectuais negros francófonos. É basicamente a afirmação da identidde, história e valores dos povos negros contra o colonialismo e o racismo. Principais fundadores: Aimé Césaire, Léopol Sédhar Senghor, Léon Gotrham Damas, entre outros.